de todos os tempos
Tirou-lhe a razão num instante
Na noite em que seria forte
O maior dos tormentos
A pequena de rosto brilhante
brinde após brinde
dança após dança
o levou às alturas
Naquele volume
tinha de lhe falar ao ouvido
No movimento viçoso
meio passo
Podia lhe tocar à cintura
e com meio abraço
podia sentir o perfume
numa fração de segundos
de rosto colado
em meio às palavras
que se repetiam em abuso
Fitava-lhe a boca
Que mexia lentamente
Provocante
A distância era tão pouca
que enlouquecia
Tocou-lhe os cabelos
sutilmente
Na ousadia da proximidade
acariciou-lhe os brincos;
as orelhas; e os ombros à mostra
No ápice
O frescor do toque
a pele macia
No último sorriso
o descompasso
desconcertante
A noite se fecha
curiosamente...
de repente.
(texto - Phininho)
C.G


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